não é a primeira noite na qual saio e termino me perguntando isso,e certamente (infelizmente) não será a última. eu vivo em um meio no qual critica-se os estereotipados, estereotipam os estereotipados, veste-se igual a estereotipados e paga pau pro primeiro que vê na frente (garanto,são muitos).
e aí é que não começo a entender.
por que a necessidade de se contra-dizer continuamente e não admitir logo que, sim, adora um cabelo preto curto e franja lisa reta numa pele pálida combinando com roupas pretas? (e acreditem,não estou falando de góticos por mais que pareça)
isso me intriga.lendo brave new world percebo que isso é,comprovadamente, uma falha humana de longa data. até meu querido bernard marx (o qual eu adoraria conhecer e bater um papinho) se sente mal por ser mais baixo que os alphas normais e ter que olhar at the level of the gammas. quero dizer, ele é foda e sabe disso, mas ainda assim isso o bother tanto.
já pintei o cabelo de preto (apesar dele ser absurdamente escuro naturalmente) e deixei curto,fiz chapinha e o caralho a quatro. tudo para alguns anos depois perceber o quão baixo e deprimente uma pessoa pode chegar. acho que seria ótimo se, de um dia para o outro, absolutamente todo mundo acordasse e percebesse que é totalmente aceitável e recomendável sermos nós mesmos. either way acho que é uma das mensagens que aldous huxley gostaria de passar-nos, as gerações futuras, as modernas e rebeldes, as quais estão ridiculamente cada vez mais iguais e dependentes das opiniões dos outros.
não quero dizer,though, que todo ser humano deve ser uma ilha - mas um pouco de personalidade cai muito bem.
if we were in brave new world,i'd have to say i oftenly go out with the epsilons - where in a strange way there is no place for other castes' people as they are meant to believe they are superior.
"Wretched, in a word, because she had behaved as any healthy and virtuous English girl ought to behave and not in some other, abnormal, extraordinary way."
PS: brainstorm breve dos meus pensamentos dessa 5:27 da madrugada de sábado = nada a ser levado a sério.